

No agronegócio, planejamento sempre foi importante. Mas o cenário atual deixou algo ainda mais claro: planejar não é suficiente. O que realmente define o resultado é a execução.
O agronegócio continua sendo a espinha dorsal da economia brasileira, mesmo diante de um ambiente cheio de incertezas. A produção agrícola segue em crescimento e as projeções indicam que o ciclo 2025/26 pode ultrapassar 354 milhões de toneladas, com destaque para a soja e outras culturas relevantes. Ao mesmo tempo, o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor está estimado em R$ 1,57 trilhão para 2026, representando avanço de cerca de 5,1% em relação a 2025.
Mesmo com esses números robustos, o crescimento do PIB do agronegócio deve ser mais contido, próximo de 1%, influenciado por fatores como restrições de crédito, endividamento rural e maior necessidade de capital próprio dos produtores.
Esse cenário reforça uma realidade: produtividade sozinha não garante resultado. O setor exige cada vez mais disciplina na gestão e capacidade de execução.
O fim da estratégia que fica só no papel
Um dos maiores erros na gestão é acreditar que executar significa apenas acompanhar metas. Na prática, execução é transformar a estratégia em decisões diárias, coordenadas e baseadas em dados.
Em muitas empresas, as metas são definidas, os números são projetados e as apresentações ficam prontas. Porém, o caminho até o resultado não está claro. O gestor acompanha faturamento, mas não entende margem. Observa volume, mas não enxerga eficiência. Quando o resultado não aparece, a culpa costuma recair sobre fatores externos como mercado, clima ou custos.
A verdade é simples: metas sozinhas não executam nada. Uma meta só começa a existir de fato quando gera decisões concretas.
Execução exige ritmo e clareza
Outro problema comum é começar o ano sem cadência de gestão. Muitas empresas tratam o início do ano como um período de “ajuste”, enquanto o mercado já está em movimento.
Empresas que executam bem criam um ritmo claro de acompanhamento, com frequência definida para análise de indicadores e tomada de decisão.
Além disso, a execução precisa de clareza sobre pontos essenciais, como:
- quais números realmente importam;
- quem é responsável por acompanhar cada indicador;
- qual profundidade de análise é necessária;
- quais consequências surgem a partir dos resultados.
Sem essa definição, cada área começa a trabalhar em direções diferentes e o alinhamento estratégico se perde.
Onde a estratégia realmente acontece
No dia a dia, a execução acontece principalmente em três áreas:
Comercial
É onde decisões sobre clientes, segmentação, posicionamento e crescimento precisam estar alinhadas à estratégia. Crescer em vendas sem considerar margem e qualidade da carteira pode gerar volume sem resultado.
Financeiro
Aqui aparecem rapidamente os efeitos da estratégia. Indicadores como custo de capital, inadimplência, margem real, prazo médio e rentabilidade por cliente revelam se o crescimento está sendo sustentável.
Operação
É onde muitas empresas perdem dinheiro sem perceber. Desperdício, retrabalho, logística ineficiente e baixa produtividade podem comprometer o resultado mesmo quando as vendas estão indo bem.
Quando essas áreas não estão alinhadas, a empresa trabalha muito, mas entrega pouco resultado.
O papel dos dados na execução
Outro ponto central do material é a importância dos dados. Muitas empresas possuem indicadores e relatórios, mas poucos conseguem transformá-los em decisões.
Execução sem dados vira improviso, e improviso no agro pode custar margem, clientes e caixa.
Os dados que realmente importam são aqueles que respondem perguntas críticas da gestão, como:
- estamos realmente ganhando dinheiro ou apenas vendendo mais?
- quais clientes geram resultado e quais apenas volume?
- o que está pressionando nossa margem?
- a operação está eficiente ou apenas ocupada?
Além disso, o acompanhamento precisa acontecer com frequência adequada.
O perigo de olhar apenas faturamento
Um dos erros mais comuns nas empresas do agro é analisar apenas o faturamento. Embora o volume de vendas possa dar a impressão de crescimento, ele não mostra aspectos essenciais como:
- margem real;
- custos;
- risco financeiro;
- inadimplência;
- qualidade da carteira de clientes;
- estoque parado;
- eficiência operacional.
Uma empresa pode faturar muito e ainda assim perder dinheiro.
Execução inteligente gera previsibilidade
No agronegócio sempre existirão incertezas: clima, mercado, custos e demanda podem mudar rapidamente. Mas existe uma diferença importante entre conviver com incerteza e gerir sem direção.
A previsibilidade não vem de adivinhação. Ela surge de um ciclo disciplinado de gestão:
- olhar os dados
- interpretar o que mudou
- decidir rápido
- ajustar a rota
- repetir o processo continuamente
Esse ritmo de execução é o que permite às empresas reagirem mais rápido às mudanças do mercado.
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Este artigo trouxe apenas uma visão geral dos principais conceitos do material.
No e-book completo, você vai entender em mais detalhes como transformar estratégia em execução prática no agro, com exemplos de indicadores, rotinas de gestão e perguntas-chave para tomar decisões melhores.
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Como reverter perda de margem de lucro no agronegócio
Falar sobre margem de lucro no agronegócio é tocar em um ponto sensível, e ao mesmo tempo absolutamente estratégico para as organizações. O agro move bilhões e responde por uma fatia expressiva do PIB nacional (23,2% em 2024), inclusive, neste ano a previsão do PIB do agronegócio é de crescimento, de acordo com a CNA ele pode atingir um valor de R$ 3,79 trilhões. Assim, é muito comum imaginar que a rentabilidade acompanha o tamanho, mas, nós sabemos que a realidade no campo e nas áreas comerciais das empresas que sustentam esse ecossistema tem mostrado outro cenário: faturamento alto, porém com margens baixas, e uma gestão cada vez mais pressionada a entregar resultados em meio um mercado que se torna cada vez mais complexo.
Não é que o agro não esteja vendendo, a questão é: como o agro está vendendo. A margem vem sendo diluída em práticas comerciais pouco orientadas por dados, decisões baseadas em histórico ou intuição, é afetada por fatores como: clima, câmbio, regulamentações, concorrência, e as empresas vivem uma dificuldade recorrente de acompanhar, com precisão, o que está de fato gerando lucro e o que apenas está movimentando o caixa. Essa diferença, que parece sutil, é o que separa empresas sustentáveis das que vivem um ciclo ininterrupto de ‘apagar incêndios’.
“Margem não se ganha no final, se constrói desde o início.”
A construção de margem no agro começa na estratégia, passa pela operação e se consolida na execução comercial. Não adianta apenas cortar custos, é preciso vender melhor.
E vender melhor exige informação de qualidade, gestão eficiente e inteligência de dados.
Agora, imagine uma distribuidora que vende R$ 500 milhões em insumos por ano, mas não consegue identificar quais produtos, clientes ou regiões realmente geram lucro para a empresa. Ou uma cooperativa que processa milhares de toneladas de grãos sem saber exatamente onde está perdendo margem na cadeia. Esse cenário, infelizmente, é mais comum do que deveria ser.
O setor enfrenta uma realidade complexa: margens achatadas, volatilidade de preços, custos operacionais crescentes e uma pressão constante por eficiência. Enquanto isso, decisões críticas sobre precificação, mix de produtos e estratégias comerciais são tomadas com base em dados pela metade ou desatualizados.
Minha margem está sumindo. Mas onde?
O problema da margem não nasce apenas na precificação. Ele começa, muitas vezes, na raiz da estrutura comercial. Quando uma empresa precifica um produto apenas com base no que o concorrente está fazendo, sem levar em conta sua real estrutura de custo, histórico de margem por canal ou perfil de cliente, além disso, existe uma dificuldade de negociar a compra dos produtos, e infelizmente, com essas ações ela já está abrindo mão de uma parte do seu lucro. O mesmo vale para organizações que definem campanhas e bonificações com base em volume de venda, sem considerar o impacto disso na rentabilidade por categoria, ou que não revisam seus estoques a tempo e acabam pressionadas a escoar produto com descontos agressivos no fim da janela de plantio. Em todos esses casos, a margem não está sendo destruída na ponta da venda, mas sim em uma cadeia de decisões mal tomadas, que começa bem antes da entrega do produto.
No agro, vivemos a pressão diária de equilibrar volume, validade preço e custo e a verdade que poucos dizem em voz alta é que muitas vezes se vende muito… mas se lucra pouco.
O problema da margem de lucro no agro não costuma estar em um único ponto. Ele é sistêmico. Começa, muitas vezes, em situações como:
- Preços definidos no “feeling”, sem inteligência de mercado.
- Falta de padrão nas condições comerciais, variando por cliente ou região, sem políticas claras de precificação.
- Estoques superdimensionados ou mal distribuídos, gerando capital parado ou perdas por vencimento.
- Falta de visão sobre produtos do portfólio com maior margem e maior giro.
- Equipes comerciais orientadas (ou melhor, desorientadas) a volume, e não a rentabilidade.
É igualzinho água escoando pelos dedos: você sente o peso do volume, mas vê sua rentabilidade escorrendo entre os dedos.
A zona de conforto comercial
Muitas empresas seguem operando com uma estrutura comercial voltada ao empurro de produtos, sem olhar para a qualidade da venda.
É comum vermos empresas do agro operando com margens apertadas por venderem quase exclusivamente commodities ou produtos líderes, sem trabalhar diferenciação, segmentação de clientes ou inteligência promocional, além disso, sem nem mesmo oferecer produtos com maior rentabilidade e mostrar seus benefícios aos clientes.
Enquanto isso, produtos de maior margem seguem parados no estoque, clientes de alto potencial seguem mal trabalhados, e vendedores seguem no modo automático.
Dentre os citados, um ponto crítico é a falta de segmentação da carteira de clientes. É muito comum encontrar estruturas comerciais que tratam todos os clientes da mesma forma, oferecendo os mesmos prazos, descontos e campanhas, independentemente do potencial de compra, fidelidade, rentabilidade ou grau de relacionamento. Isso faz com que empresas invistam tempo e esforço em clientes que agregam pouco, enquanto os que realmente sustentam o faturamento muitas vezes seguem sem uma abordagem estratégica. O que vemos, no dia a dia, é que muitas empresas conhecem seu volume em vendas, mas não conhecem seu lucro.
Sabem quanto vendem, mas não sabem para quem vale a pena vender mais, quanto custa cada venda, e, nesse ponto, a falta de visibilidade custa caro.
O reflexo disso é uma equipe comercial muitas vezes orientada apenas a bater metas de faturamento, sem clareza sobre o que é lucrativo para a empresa. Assim, seguem empurrando os produtos líderes, que giram rápido, mas que entregam pouco retorno para a margem da empresa. Dessa forma, produtos que poderiam mudar o cenário ficam encalhados por falta de direcionamento ou incentivo e ainda podem resultar em perdas por vencimento.
E assim, o discurso de que “o mercado está difícil” se repete ano após ano, como se fosse um destino inevitável e não uma consequência de escolhas estratégicas.
Mas é possível mudar esse cenário. E a transformação começa pelo acesso aos dados certos. Quando falamos de gestão orientada a dados, não estamos nos referindo apenas a relatórios bonitos ou dashboards complexos. Estamos falando da capacidade real de enxergar, em tempo real, onde a margem está sendo construída e onde está sendo perdida. Isso significa cruzar informações de vendas, custos, estoque, carteira de clientes, performance de vendedores, canal de distribuição e região. Significa ter clareza sobre quais produtos, combinados a quais perfis de cliente, entregam o melhor retorno. E, principalmente, significa deixar de agir sem direcionamento.
Os erros mais comuns
Gestão de margem baseada em médias
O erro mais comum é gerenciar margem olhando apenas para médias gerais. Uma distribuidora pode ter margem média de 15%, mas esconder produtos que podem ter gerado margens negativas de -5% e outros que alcançam a rentabilidade de 40%.
Áreas da empresa desconectadas
Vendas focadas em volume, financeiro em prazos, operações em eficiência, mas ninguém olha para o impacto que causam na margem da empresa. Essa falta de conexão muitas vezes gera decisões que podem prejudicar o resultado global.
Análise retrospectiva
Muitas empresas só descobrem que tiveram margem ruim quando já é tarde demais. A análise acontece no final do mês, com dados do mês anterior, para tomar decisões que só terão efeito no próximo mês. É muito importante sim, olhar para o passado, mas para analisá-lo e planejar o futuro.
Falta de benchmark interno
Sem comparar produtos, clientes, regiões ou períodos, fica impossível identificar as melhores estratégias e replicá-las. Cada área vira uma ilha e assim, a maré vai subindo.
Sistemas desconectados
ERP, CRM, BI, cada um com sua base de dados e sua versão da verdade. Ter que cruzar esses dados de forma consome muito tempo e deixa margem para erros, comprometendo a qualidade das análises.
E como mudar esse cenário?
Mudar exige mais do que boa vontade. Exige gestão e clareza estratégica, além de disciplina para executar.
A boa notícia é que essa transformação não precisa mudar toda a sua operação do dia pra noite, ela pode ser incremental, começando com casos específicos e ir expandindo gradualmente. O importante é começar agora, porque cada dia de atraso é lucro perdido.
Pensando nisso, separamos alguns caminhos para que você comece a mudar o jogo:
- Conheça sua carteira a fundo. Nem todo cliente precisa do mesmo tipo de atendimento, nem todo canal traz o mesmo lucro. Segmentar a carteira com base em margem, volume, frequência e potencial permite tomar decisões mais assertivas e focar nos clientes certos.
- Trabalhe com metas inteligentes. Equipes comerciais precisam de metas que incentivem a rentabilidade, e não apenas o volume. Margem líquida, mix de produtos e giro de estoque devem sempre entrar na régua.
- Revise sua política comercial com base em dados. Descontos, bonificações, prazos e condições de pagamento devem estar conectados à margem. Do contrário, a política comercial vira um buraco por onde o lucro escoa sem você nem ver.
- Monitore indicadores em tempo real ou pelo menos D-1. Tomar decisões com base em relatórios trimestrais é o mesmo que dirigir olhando apenas pelo retrovisor, você sempre está atrasado e corre o risco de perder oportunidades no presente ou futuro. Quem atua com inteligência de dados consegue ver o que está acontecendo agora e agir antes que qualquer problema vire prejuízo, e também consegue olhar com inteligência para o futuro.
Essa mudança de cultura (gestão reativa para preditiva) exige tempo, exige engajamento dos líderes e exige disciplina. Mas ela é, hoje, o único caminho possível para proteger a rentabilidade. Porque margem não se constrói com sorte. Margem é consequência direta de decisões bem tomadas, e decisões bem tomadas se fazem com informação.
O poder dos dados na gestão de margem
Entenda o seu presente
O primeiro passo é saber exatamente onde você está. Uma análise descritiva dos seus dados te ajuda a visualizar margens por múltiplas dimensões: produto, cliente, região, canal, período. Dashboards interativos substituem planilhas estáticas, te ajudando a explorar mais profundamente as informações, com melhor visibilidade.
Descubra o porquê
Não basta saber que a margem caiu, é preciso entender por quê. Usando seus dados para diagnóstico, você consegue enxergar mudanças na margem e identificar rapidamente que está afetando sua performance.
Otimizando decisões
Usando seus dados de forma prescritiva pode enxergar as melhores ações para maximizar margem, talvez a princípio você necessita de uma consultoria para te auxiliar por todo este caminho, seus dados podem recomendar o mix ideal de produtos, te ajudar com as segmentações de cliente, ou direcionar melhor seus recursos.
O resultado? Um processo de venda mais estratégico, com metas e lucro conectados e decisões baseadas em fatos, não em achismos.
O papel da BRID nesse novo modelo
É aqui que a tecnologia e consultoria estratégica entram como braço de apoio para empresas do agro. A BRID desenvolve soluções e presta serviços que ajudam você a enxergar, entender e transformar seus dados em decisões de negócio com foco direto na rentabilidade.
- Monitore margem por produto, canal, cliente ou região;
- Analise cenários para apoiar decisões de precificação e campanhas mais inteligentes;
- Tenha visibilidade sobre a saúde da carteira de clientes, saiba qual é seu mercado conhecido e qual o desconhecido, com foco em potencial de margem, cliente e região;
- Integre as informações com o seu time comercial, levando inteligência de dados para quem está na ponta, trazendo o lucro para sua empresa.
Esse é o papel da BRID: ajudar empresas do agro a tomarem as rédeas da sua rentabilidade. Porque no agro, margem é mais do que número. É sustentabilidade, é futuro.
Ao final, a pergunta não é mais se os dados podem ajudar a melhorar a margem. A pergunta é: quando a sua empresa ainda vai perder sem enxergar com clareza onde está ganhando e onde está perdendo?agro começa na estratégia, passa pela operação e se consolida na execução comercial. Não adianta apenas cortar custos, é preciso vender melhor.
E vender melhor exige informação de qualidade, gestão eficiente e inteligência de dados.
Agora, imagine uma distribuidora que vende R$ 500 milhões em insumos por ano, mas não consegue identificar quais produtos, clientes ou regiões realmente geram lucro para a empresa. Ou uma cooperativa que processa milhares de toneladas de grãos sem saber exatamente onde está perdendo margem na cadeia. Esse cenário, infelizmente, é mais comum do que deveria ser.
O setor enfrenta uma realidade complexa: margens achatadas, volatilidade de preços, custos operacionais crescentes e uma pressão constante por eficiência. Enquanto isso, decisões críticas sobre precificação, mix de produtos e estratégias comerciais são tomadas com base em dados pela metade ou desatualizados.
Minha margem está sumindo. Mas onde?
O problema da margem não nasce apenas na precificação. Ele começa, muitas vezes, na raiz da estrutura comercial. Quando uma empresa precifica um produto apenas com base no que o concorrente está fazendo, sem levar em conta sua real estrutura de custo, histórico de margem por canal ou perfil de cliente, além disso, existe uma dificuldade de negociar a compra dos produtos, e infelizmente, com essas ações ela já está abrindo mão de uma parte do seu lucro. O mesmo vale para organizações que definem campanhas e bonificações com base em volume de venda, sem considerar o impacto disso na rentabilidade por categoria, ou que não revisam seus estoques a tempo e acabam pressionadas a escoar produto com descontos agressivos no fim da janela de plantio. Em todos esses casos, a margem não está sendo destruída na ponta da venda, mas sim em uma cadeia de decisões mal tomadas, que começa bem antes da entrega do produto.
No agro, vivemos a pressão diária de equilibrar volume, validade preço e custo e a verdade que poucos dizem em voz alta é que muitas vezes se vende muito… mas se lucra pouco.
O problema da margem de lucro no agro não costuma estar em um único ponto. Ele é sistêmico. Começa, muitas vezes, em situações como:
- Preços definidos no “feeling”, sem inteligência de mercado.
- Falta de padrão nas condições comerciais, variando por cliente ou região, sem políticas claras de precificação.
- Estoques superdimensionados ou mal distribuídos, gerando capital parado ou perdas por vencimento.
- Falta de visão sobre produtos do portfólio com maior margem e maior giro.
- Equipes comerciais orientadas (ou melhor, desorientadas) a volume, e não a rentabilidade.
É igualzinho água escoando pelos dedos: você sente o peso do volume, mas vê sua rentabilidade escorrendo entre os dedos.
A zona de conforto comercial
Muitas empresas seguem operando com uma estrutura comercial voltada ao empurro de produtos, sem olhar para a qualidade da venda.
É comum vermos empresas do agro operando com margens apertadas por venderem quase exclusivamente commodities ou produtos líderes, sem trabalhar diferenciação, segmentação de clientes ou inteligência promocional, além disso, sem nem mesmo oferecer produtos com maior rentabilidade e mostrar seus benefícios aos clientes.
Enquanto isso, produtos de maior margem seguem parados no estoque, clientes de alto potencial seguem mal trabalhados, e vendedores seguem no modo automático.
Dentre os citados, um ponto crítico é a falta de segmentação da carteira de clientes. É muito comum encontrar estruturas comerciais que tratam todos os clientes da mesma forma, oferecendo os mesmos prazos, descontos e campanhas, independentemente do potencial de compra, fidelidade, rentabilidade ou grau de relacionamento. Isso faz com que empresas invistam tempo e esforço em clientes que agregam pouco, enquanto os que realmente sustentam o faturamento muitas vezes seguem sem uma abordagem estratégica. O que vemos, no dia a dia, é que muitas empresas conhecem seu volume em vendas, mas não conhecem seu lucro.
Sabem quanto vendem, mas não sabem para quem vale a pena vender mais, quanto custa cada venda, e, nesse ponto, a falta de visibilidade custa caro.
O reflexo disso é uma equipe comercial muitas vezes orientada apenas a bater metas de faturamento, sem clareza sobre o que é lucrativo para a empresa. Assim, seguem empurrando os produtos líderes, que giram rápido, mas que entregam pouco retorno para a margem da empresa. Dessa forma, produtos que poderiam mudar o cenário ficam encalhados por falta de direcionamento ou incentivo e ainda podem resultar em perdas por vencimento.
E assim, o discurso de que “o mercado está difícil” se repete ano após ano, como se fosse um destino inevitável e não uma consequência de escolhas estratégicas.
Mas é possível mudar esse cenário. E a transformação começa pelo acesso aos dados certos. Quando falamos de gestão orientada a dados, não estamos nos referindo apenas a relatórios bonitos ou dashboards complexos. Estamos falando da capacidade real de enxergar, em tempo real, onde a margem está sendo construída e onde está sendo perdida. Isso significa cruzar informações de vendas, custos, estoque, carteira de clientes, performance de vendedores, canal de distribuição e região. Significa ter clareza sobre quais produtos, combinados a quais perfis de cliente, entregam o melhor retorno. E, principalmente, significa deixar de agir sem direcionamento.
Os erros mais comuns
Gestão de margem baseada em médias
O erro mais comum é gerenciar margem olhando apenas para médias gerais. Uma distribuidora pode ter margem média de 15%, mas esconder produtos que podem ter gerado margens negativas de -5% e outros que alcançam a rentabilidade de 40%.
Áreas da empresa desconectadas
Vendas focadas em volume, financeiro em prazos, operações em eficiência, mas ninguém olha para o impacto que causam na margem da empresa. Essa falta de conexão muitas vezes gera decisões que podem prejudicar o resultado global.
Análise retrospectiva
Muitas empresas só descobrem que tiveram margem ruim quando já é tarde demais. A análise acontece no final do mês, com dados do mês anterior, para tomar decisões que só terão efeito no próximo mês. É muito importante sim, olhar para o passado, mas para analisá-lo e planejar o futuro.
Falta de benchmark interno
Sem comparar produtos, clientes, regiões ou períodos, fica impossível identificar as melhores estratégias e replicá-las. Cada área vira uma ilha e assim, a maré vai subindo.
Sistemas desconectados
ERP, CRM, BI, cada um com sua base de dados e sua versão da verdade. Ter que cruzar esses dados de forma consome muito tempo e deixa margem para erros, comprometendo a qualidade das análises.
E como mudar esse cenário?
Mudar exige mais do que boa vontade. Exige gestão e clareza estratégica, além de disciplina para executar.
A boa notícia é que essa transformação não precisa mudar toda a sua operação do dia pra noite, ela pode ser incremental, começando com casos específicos e ir expandindo gradualmente. O importante é começar agora, porque cada dia de atraso é lucro perdido.
Pensando nisso, separamos alguns caminhos para que você comece a mudar o jogo:
- Conheça sua carteira a fundo. Nem todo cliente precisa do mesmo tipo de atendimento, nem todo canal traz o mesmo lucro. Segmentar a carteira com base em margem, volume, frequência e potencial permite tomar decisões mais assertivas e focar nos clientes certos.
- Trabalhe com metas inteligentes. Equipes comerciais precisam de metas que incentivem a rentabilidade, e não apenas o volume. Margem líquida, mix de produtos e giro de estoque devem sempre entrar na régua.
- Revise sua política comercial com base em dados. Descontos, bonificações, prazos e condições de pagamento devem estar conectados à margem. Do contrário, a política comercial vira um buraco por onde o lucro escoa sem você nem ver.
- Monitore indicadores em tempo real ou pelo menos D-1. Tomar decisões com base em relatórios trimestrais é o mesmo que dirigir olhando apenas pelo retrovisor, você sempre está atrasado e corre o risco de perder oportunidades no presente ou futuro. Quem atua com inteligência de dados consegue ver o que está acontecendo agora e agir antes que qualquer problema vire prejuízo, e também consegue olhar com inteligência para o futuro.
Essa mudança de cultura (gestão reativa para preditiva) exige tempo, exige engajamento dos líderes e exige disciplina. Mas ela é, hoje, o único caminho possível para proteger a rentabilidade. Porque margem não se constrói com sorte. Margem é consequência direta de decisões bem tomadas, e decisões bem tomadas se fazem com informação.
O poder dos dados na gestão de margem
Entenda o seu presente
O primeiro passo é saber exatamente onde você está. Uma análise descritiva dos seus dados te ajuda a visualizar margens por múltiplas dimensões: produto, cliente, região, canal, período. Dashboards interativos substituem planilhas estáticas, te ajudando a explorar mais profundamente as informações, com melhor visibilidade.
Descubra o porquê
Não basta saber que a margem caiu, é preciso entender por quê. Usando seus dados para diagnóstico, você consegue enxergar mudanças na margem e identificar rapidamente que está afetando sua performance.
Otimizando decisões
Usando seus dados de forma prescritiva pode enxergar as melhores ações para maximizar margem, talvez a princípio você necessita de uma consultoria para te auxiliar por todo este caminho, seus dados podem recomendar o mix ideal de produtos, te ajudar com as segmentações de cliente, ou direcionar melhor seus recursos.
O resultado? Um processo de venda mais estratégico, com metas e lucro conectados e decisões baseadas em fatos, não em achismos.
O papel da BRID nesse novo modelo
É aqui que a tecnologia e consultoria estratégica entram como braço de apoio para empresas do agro. A BRID desenvolve soluções e presta serviços que ajudam você a enxergar, entender e transformar seus dados em decisões de negócio com foco direto na rentabilidade.
- Monitore margem por produto, canal, cliente ou região;
- Analise cenários para apoiar decisões de precificação e campanhas mais inteligentes;
- Tenha visibilidade sobre a saúde da carteira de clientes, saiba qual é seu mercado conhecido e qual o desconhecido, com foco em potencial de margem, cliente e região;
- Integre as informações com o seu time comercial, levando inteligência de dados para quem está na ponta, trazendo o lucro para sua empresa.
Esse é o papel da BRID: ajudar empresas do agro a tomarem as rédeas da sua rentabilidade. Porque no agro, margem é mais do que número. É sustentabilidade, é futuro.
Ao final, a pergunta não é mais se os dados podem ajudar a melhorar a margem. A pergunta é: quando a sua empresa ainda vai perder sem enxergar com clareza onde está ganhando e onde está perdendo?
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Você já parou para pensar se sua equipe tem acesso às informações necessárias para entregar os resultados que você espera?
O cenário ideal é aquele onde todos estão na mesma página, alinhados e bem informados. Porém, muitas empresas ainda tem dificuldades na hora de compartilhar informações entre setores de forma eficiente. Os dados desempenham um papel central no sucesso de qualquer estratégia, isso é claro para as organizações, mas ainda existe uma grande dificuldade para gerenciar e distribuir essas informações entre os times.
A democratização dos dados surge como um passo muito importante para superar esse desafio e alavancar a performance do time, quando bem implementada, pode ser a solução para melhorar o alinhamento e potencializar a tomada de decisões.
A falta de ferramentas adequadas para que os colaboradores possam desempenhar suas funções com excelência pode afetar os resultados que as organizações esperam, e a informação, hoje, é uma das principais ferramentas para um bom desempenho.
Se os dados da empresa ficam restritos apenas à alta gestão, os times podem estar perdendo a oportunidade de agir com base em informações que podem ser estratégicas. O acesso gerenciado aos dados permite que todos os níveis da empresa colaborem para atingir os objetivos, tornando a cobrança de resultados mais justa e realista.
Além disso, colaboradores bem informados e que participam da tomada de decisões da empresa se sentem mais motivados, mas segundo pesquisa divulgada pela revista Forbes, com dados da MicroStrategy, essa não é uma realidade para as empresas, já que apenas 14% das organizações estão tornando dados e análises amplamente acessíveis aos seus funcionários.
Essa falta de democratização de dados está diretamente ligada a falta de alinhamento estratégico entre departamentos, e de acordo com estudo da Harvard Business Review:

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos colaboradores dizem que não entendem, ou não sabem qual a estratégia que sua empresa está seguindo. Isso pode gerar problemas significativos para alcançar os resultados esperados. Mas como garantir que todos os colaboradores estejam na mesma página?
Democratizar dados é disponibilizar informações relevantes para todos, esse acesso a informação possibilita que todos trabalhem com base nos mesmos indicadores e metas. Isso melhora a comunicação entre as equipes, alinha expectativas e objetivos, e permite uma maior sinergia na execução das estratégias.
Uma equipe que tem acesso aos mesmos dados e interpretações consegue identificar oportunidades e atuar de forma proativa, não reativa.
Quem tem acesso aos dados?
Democratizar os dados não significa abrir mão da segurança ou perder o controle sobre as informações. Pelo contrário, a governança de dados é o ponto de partida para qualquer discussão sobre democratização.
Não basta disponibilizar as informações; é necessário definir quem deve acessá-las e como. O conceito de governança de dados envolve políticas e práticas que garantem que os dados estão seguros, precisos e acessíveis, distribuídos de acordo com as atribuições de cada um.
Passos para implementar a democratização de dados na sua empresa
- Estabeleça regras claras de governança de dados
- Identifique quais dados são relevantes
- Defina objetivos claros para o uso de dados
- Realize treinamentos para capacitar a equipe
- Fomente a cultura de consumo de dados
- Invista em plataformas de dados e automação
A princípio, esse pode parecer um processo simples de ser implementado, porém, há um certo caminho a ser percorrido. Acontece que democratização exige mudanças culturais, técnicas e também de gestão.
Lembramos aqui da importância de ter uma cultura de dados implementada na sua empresa para que todos, além de ter apenas acesso aos dados saibam o que fazer com eles. Se você está iniciando esse processo e gostaria de saber por onde começar, leia nosso conteúdo sobre cultura e alfabetização de dados clicando aqui!
Democratização com estratégia
No contexto das ferramentas tecnológicas, a nossa parceria com a Qlik surge como uma aliada para a democratização de dados.
As licenças Capacity da Qlik, em parceria com a BRID, tem como objetivo distribuir ‘dados para todos’, são 100 mil licenças para você distribuir da forma que quiser entre seu time e clientes. Esse modelo é interessante pois você consegue democratizar a informação com governança para todos os envolvidos. Por exemplo, para uma cooperativa, é interessante que seus cooperados tenham acesso a essas informações, promovendo transparência e conhecimento, para uma distribuidora ou indústria, pode ser interessante que seus clientes rurais tenham acesso a informações de mercado de cultivares, ou a análise completa da sua propriedade com indicações. Além das vantagens externas, essa disponibilização permite que diferentes níveis de usuários acessem os dados de maneira segura e personalizada, seja para análise ou tomada de decisões estratégicas.
As empresas podem optar por licenças que variam entre usuários de visualização, que apenas consomem dashboards, até usuários mais avançados, que precisam de capacidades de análise mais complexas. Essa flexibilidade no licenciamento facilita o processo de democratização, garantindo que todos tenham acesso às informações necessárias para suas atividades sem comprometer a segurança ou a governança dos dados.
Colocar dados nas mãos das pessoas certas, no momento certo, é a chave do sucesso para empresas que querem garantir vantagem competitiva no mercado, principalmente no agronegócio em que decisões informadas são extremamente importantes. Por isso, adotar uma estratégia de democratização de dados é um passo fundamental para garantir o alinhamento estratégico e garantir que a expectativa de resultados seja alcançada.
Conte com a BRID
Nossa parceria estratégica com a Qlik, além do amplo conhecimento nas soluções da empresa, nos permite fornecer todas as ferramentas e suporte que sua empresa precisa para a democratização de dados. Você pode saber um pouco mais sobre como funcionam as licenças clicando aqui.
Além disso, oferecemos soluções de BI (Agroview) e CRM (Agrofortis) para que o seu time possa operar com mais qualidade e confiança, e se você ainda está começando o processo de digitalização da sua empresa, também podemos te ajudar a implementar uma cultura de dados através de nosso Programa de Alfabetização em Dados e nossa consultoria especializada no agro.
A BRID tem mais de 20 anos de experiência e temos orgulho em ser especialistas em dados para o agronegócio. Desde 2002, acumulamos muitas histórias de desafios vencidos, de inovações tecnológicas e de conquistas ao lado dos mais de 300 clientes: distribuidores, cooperativas, indústrias e sementeiros. Entre em contato com nossos especialistas e saiba mais sobre nossas soluções.



A era digital veio para provar que essa frase não se aplica apenas a evolução dos seres vivos, mas também a evolução das empresas junto a tecnologia. Afinal, em tempos de transformação digital, quem não se adapta a essas mudanças e ao novo ritmo de mercado, acaba ficando para trás.
Mas afinal, o que significa ser digital?
Ter um site da sua empresa no ar? Ser encontrado no Google? Uma conta no Instagram?
Sim… e não. Afinal, ser digital não é apenas estar presente no ambiente digital, mas também participar dele, ser digital é mais que ter um site, é uma mudança de cultura e de pensamento dentro das empresas para que elas possam continuar evoluindo.
O conceito ‘ser digital’ no mundo corporativo surgiu no fim dos anos 90. Com a internet se consolidando no cenário mundial, surgiu a necessidade do universo corporativo seguir o mesmo fluxo do ambiente social.
Com o avanço tecnológico e as mudanças no comportamento dos consumidores, as empresas perceberam que precisavam se adaptar a essas novas demandas e também aproveitar oportunidades de negócios no ambiente digital.
O termo ‘empresa digital’ surgiu de encontro ao desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação. A internet não apenas se firmou no cenário global, mas também se popularizou, alcançou dispositivos móveis e hoje anda em nossos bolsos, assim, criando um cenário em que as empresas precisam se adaptar a ele para sobreviver e principalmente se reinventar para destacar-se da concorrência.
Quando surgiu, este termo era muito associado a empresas que atuavam com TI, software ou exclusivamente organizações que permeavam o online. Porém, com a transformação global da população que se tornou extremamente digital, todos os setores da economia foram inclusos na necessidade de evolução e para a transformação digital, e hoje é obrigatório para sobrevivência das organizações.
No agronegócio, este conceito ganhou força a princípio no campo, na melhoria genética e de tecnologia para aumento da produtividade, possibilitando culturas em diversas regiões, além de auxiliar na gestão do estoque, financeira e comercial das empresas ligadas ao setor.
Porém, o ser digital andava a passos lentos e só começou a ganhar alguma força em 2017. Com a chegada da pandemia de COVID-19, a consolidação do conceito de empresa digital foi acelerada. Com as restrições e medidas de distanciamento social, a maioria das empresas tiveram que se adaptar rapidamente, migrando para o ambiente online, adotar o trabalho remoto e reforçar sua presença digital para sobreviver no mercado. Além disso, a pandemia também aumentou a demanda por alimentos e trouxe grande força as commodities, causando grande impacto no agronegócio, com a necessidade de aumento da produção e logística. Ao mesmo tempo, políticas de preservação a natureza de modo global também ganharam força e o setor também precisou se adaptar junto ao meio ambiente, extraindo os benefícios da prática ao longo dos anos, realizando cultivos em áreas que eram consideradas pouco produtivas.
Atualmente, algumas necessidades de mercado guiam a transformação digital, como o aumento da concorrência e da competitividade, fazendo com que as organizações perceberam o quanto é necessário estar presente no ambiente digital.
Com o avanço rápido e constante da tecnologia, o comportamento do consumidor mudou, se tornou parte do planejamento das empresas, adotando a computação em nuvem, análises de dados avançadas, Internet das Coisas, inteligência artificial e automação de processos, mantendo-se competitivas, com presença de mercado.
A transformação digital vem para filtrar e mapear as novas potências do mercado, além de trazer oportunidades de crescimento e expansão para as empresas. As organizações estão abrindo os olhos para mercados globais, inovando em produtos e serviços digitais, implementando modelos de negócio em plataformas e alavancando parcerias que podem estrategicamente impulsionar o seu crescimento.

Tendência crescente nos últimos anos, o termo ‘ser digital’ vem sendo impulsionado pelo avanço da tecnologia e sua influência na sociedade de forma geral. Pensando no contexto de empresas do agronegócio, a transformação digital vem de encontro a implementação estratégica e inclusão de tecnologias nas operações, processos e análises de mercado, visando impulsionar a inovação, eficiência, produtividade e competitividade.
Hoje, para uma empresa ser reconhecida como digital, devem ser considerados os seguintes aspectos:
- Digitalização de processos: A digitalização envolve a transformação de processos manuais em processos digitais. Isso inclui a substituição de documentos físicos por documentos eletrônicos, uso de assinaturas digitais, automação de tarefas repetitivas e a implementação de fluxos de trabalho eletrônicos. A digitalização de processos permite uma execução mais rápida, precisa ser eficiente e dar volume nas operações, com qualidade.
- Uso de plataformas: Ser digital implica na adoção de meios digitais que facilitam o gerenciamento de dados, o armazenamento de informações e a colaboração entre equipes. Essas plataformas podem incluir sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), ferramentas de BI, sistemas de gestão empresarial (ERP), soluções de nuvem computacional, entre outros. Essa digitalização traz eficiência operacional e permite uma visão integrada das operações do negócio.
- Presença online e marketing digital: Claro que para uma empresa ser digital, ela também deve ter presença online sólida e estratégica. Isso inclui a criação de um website rápido e atrativo, participar ativamente das redes sociais com conteúdo relevante para o seu negócio, implementar estratégias de marketing digital e utilizar análise de dados para compreender o comportamento do seu cliente. A presença online permite que a empresa alcance um público maior, promova sua marca e produtos, abra um leque de possibilidades e oportunidades antes desconhecidas e se conecte de forma mais direta e personalizada com seus clientes.
- Análise de dados e tomada de decisão embasada: Ser digital significa aproveitar os dados gerados pelas interações e obter insights valiosos. Isso envolve a coleta, análise e interpretação de dados para entender melhor o comportamento do cliente, identificar tendências de mercado, otimizar processos internos e tomar decisões estratégicas embasadas em evidências. A análise de dados permite uma tomada de decisão mais informada e precisa, impulsionando a eficácia das estratégias de negócio.
- Cultura de inovação e agilidade: É essencial que haja uma cultura organizacional que valorize a inovação, a experimentação e a adaptação às mudanças do mercado. Isso envolve incentivar a colaboração, a criatividade e a busca constante por soluções tecnológicas. Além disso, uma empresa digital deve ser ágil, capaz de responder rapidamente às mudanças e oportunidades, adaptando-se e evoluindo continuamente.
Desafios para se tornar digital
Um dos maiores desafios do movimento digital é que a mudança cultural e de gestão na empresa, onde não se trata de apenas implantar tecnologias e sim de usá-la para resolver problemas e encontrar novas oportunidades através delas.
As empresas que tiverem como foco ser digital, precisam entender que a transformação não acontece do dia para a noite, exigirá esforço e recursos da empresa, e embora os benefícios sejam significativos, a transformação digital também apresenta desafios que as empresas devem enfrentar para obter sucesso nesse processo:
- Mudança no mindset e no modelo de gestão: A transformação digital requer uma mudança cultural, onde a inovação, a adaptabilidade e a colaboração são valorizadas. Superar a resistência à mudança e promover uma cultura voltada para a transformação é essencial.
- Colaboradores capacitados e interessados em participar do processo de transformação: As empresas precisam investir na capacitação de seus colaboradores para lidar com as novas tecnologias e aproveitar todo o potencial da transformação. É muito importante que a empresa faça atualização constante de habilidades e incentive a aprendizagem contínua da equipe, afinal a evolução digital é contínua e permanente.
- Investimentos financeiros: Não estamos dizendo que as cifras devem ser milionárias, mas devem ser incluídas no planejamento. Muitas empresas não se preparam e tem dificuldade em investir no processo digital, fazendo com que ela fique travada, a passos lentos, e pior ainda, aconteça pela metade.
- Segurança da informação: Já em um estágio mais avançado do processo de transformação digital, a empresa fica em maior dependência das tecnologias, havendo necessidade de promover a segurança da informação, em todos os níveis. Ela devem estar atentas para ameaças cibernéticas e adequadas as normas da LGPD.
- Integração de sistemas e processos: muitas vezes a digitalização da empresa necessita de integração de sistemas legados com novas soluções digitais. Isso requer um planejamento cuidadoso, a adoção de padrões de operações e governança corporativa para garantir a compatibilidade e a eficiência das operações.
- Mudanças regulatórias e legais: a transformação digital pode exigir que as empresas revisem suas práticas e se adaptem para cumprir com as leis e regulamentações relacionadas à dados e obrigatoriedades fiscais, proteção de dados, privacidade, propriedade intelectual e outros aspectos jurídicos.
Benefícios da transformação digital nas empresas
Além de ser uma necessidade dos tempos atuais, ser uma empresa digital também tem diversos benefícios que passam desde a melhoria de processos internos, aumento da produtividade e satisfação da equipe, chegando até a ganhos na experiência do cliente.
- Aumento da eficiência operacional: A automação de processos e a adoção de tecnologias digitais otimizam as operações dentro de uma organização, reduzindo erros, diminuindo a burocracia e aumentando a velocidade das atividades. O resultado? Maior eficiência, redução de custos e produtividade em alta.
- Melhorias na experiência do cliente: A transformação digital traz também a personalização do atendimento e também uma melhor interação com o cliente, proporcionando oportunidades e trazendo identificação do usuário com a marca.
- Inovação e agilidade no seu negócio: As empresas precisam se adaptar rapidamente as mudanças do mercado para atender a demanda dos seus consumidores, e é aí que a transformação entra como braço direito, promovendo uma cultura de inovação e a busca por novas oportunidades, além de impulsionar com eficiência a tomada de decisões, podendo entender e antecipar tendências.
- Acesso a novos nichos de mercado e negócios: Ter a tecnologia como aliada, empresas podem não só evoluir no seu core business, mas também acessar outros nichos de mercado, explorar novas oportunidade e diversificar sua receita. A transformação digital também permite a criação de modelos de negócio em plataformas online, ecossistemas de colaboração, entre outros.
Estratégias para a Transformação Digital nas Empresas
Agora que você já conhece todos os benefícios que a digitalização pode trazer para o seu negócio, chegou a hora de montar uma estratégia de implementação com seu time. Lembrando que, transformações como essas, são profundas e afetam todo o modo de operar uma organização, devem começar de cima para baixo: a mudança vem primeiramente no mindset dos gestores, alcançando assim toda a organização hierárquica de acordo com suas fases de implantação.
Ao iniciar a transformação digital do seu negócio, tenha em mente que antes de dar o start, é necessário ter passado pelas seguintes etapas:
- Defina uma visão clara: É importante estabelecer uma visão estratégica clara para a transformação digital, alinhada aos objetivos de negócio da empresa. Essa visão deve ser comunicada de forma eficaz a todos os colaboradores, para que se sintam engajados e parte da mudança.
- Avalie as capacidades atuais: Realizar uma análise completa das capacidades digitais, identificando pontos fortes e fraquezas, fundamentais para que a transformação ocorra de maneira efetiva e realista.
- Identifique oportunidades de melhoria: Identificar as áreas e processos que podem se beneficiar significativamente da transformação digital é essencial. Isso pode incluir automatizar tarefas, otimizar processos, implementar análises de dados avançadas ou a criar novos canais de vendas e comunicação com os clientes. É por estas áreas que você deve começar.
- Invista em tecnologia adequada: Escolher as tecnologias digitais certas para as necessidades da empresa é crucial. Isso pode envolver a implementação de sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), soluções de análise de dados, plataforma business intelligence, ferramentas de automação de processos (RPA), armazenamento em nuvem, inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT), entre outras opções.
- Promova a colaboração e a capacitação: Incentivar que as equipes colaborem entre si e fornecer treinamento adequado aos seus colaboradores são ações importantes para garantir uma adoção efetiva da transformação digital. Isso inclui criar de espaços de trabalho colaborativos, programas de capacitação em habilidades digitais e a promover uma mentalidade de aprendizado contínuo.
- Mensure e avalie os resultados: Estabelecer métricas e indicadores de desempenho para acompanhar o progresso da transformação digital é essencial. Isso permite identificar o impacto das mudanças implementadas, ajustar as estratégias conforme necessário e tomar decisões com base em dados.
Passar por uma transformação digital não acaba depois que você muda todos os processos do manual para o digital, ela é uma jornada contínua e muito necessária para quem quer se manter competitivo e relevante no mercado. O mundo se torna a cada dia mais digital e vem se transformando cada vez mais rápido.
Ao tomar a tecnologia como aliada, as empresas conseguem ter benefícios significativos, melhorar sua relação com seus clientes, ter mais eficiência e inovação, tomar decisões mais assertivas e baseadas em dados, desburocratizar processos e acessar novos níveis de mercado.
Porém para ter sucesso, é necessário que a empresa enfrente os desafios que podem surgir e que faça essa transformação de forma estratégica e completa.
Como a BRID pode te ajudar a fazer a transformação digital na sua empresa?
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Todo negócio precisa ser competitivo para atingir seus objetivos e se destacar da concorrência. Os dias de hoje exigem mais profissionalismo das empresas. Antigamente, empresários podiam confiar apenas em sua intuição, experiência de vida ou se baseando em modelos de mercado.
Atualmente, com os dados sendo o novo petróleo, o cenário é diferente. Eles são o combustível para qualquer empresa se manter rodando no mercado. Ou seja, quem souber explorar e refinar os dados pode sair na frente da concorrência e multiplicar os seus resultados.
Se sua empresa tem um objetivo, a informação mostra o caminho
O modelo de Inteligência Competitiva (IC) tem a possibilidade de melhorar os resultados de acordo com os objetivos da empresa. Para isso, é importante identificar quais estratégias serão implementadas através de pessoas, processos, sistemas e tecnologias, e assim vender mais.
Uma vez definidos os objetivos estratégicos, é possível entender onde a empresa deseja chegar. O próximo passo é estabelecer planos e técnicas alinhados com os objetivos para atingir as metas da empresa, podendo ser: aumentar a participação de mercado (market share), aumentar a participação no potencial de compra do cliente (customer share), faturamento e outros.
Para medir resultados e propor o objetivo estratégico, é preciso seguir o seguinte fluxo da informação:
Fluxo da Informação
Informação X Intuição dos acontecimentos de mercado
Há algum tempo era muito comum as empresas serem pegas de surpresas por eventualidades como quebra de safra, imprevistos meteorológicos com clima e tempo, acontecimentos políticos, econômicos. Elas reagiam a esses eventos de maneira despreparada, o que culminava em decisões erradas que traziam consequências negativas e perdas de oportunidades de mercado.
A tecnologia se torna, nesse momento, um braço direito, afim de prever ameaças e oportunidades através de histórico e dados, uma vez que sistemas especializados permitem dar informações fundamentais para as tomadas de decisão.
As tomadas de decisão são mais assertivas por meio de tecnologia de Business Intelligence (BI), pois a empresa pode se antecipar às ações nos mercados através de análises de histórica dos dados e tendências.
Vamos dar um exemplo prático:
Um distribuidor de insumos precisa saber o histórico de venda e compra de produtos para não correr o risco de ficar sem estoque, ou até mesmo correr o risco de o estoque vencer. Para acompanhar as movimentações e fazer o planejamento da quantidade de produto necessária, um sistema especializado pode ser a solução para otimizar o processo e reduzir os custos das operações. Além de auxiliar no monitoramento do desempenho da sua equipe comercial nas vendas por produtos específicos. Tudo isso só é possível com a implantação da Inteligência Competitiva.
Vantagens de implantar a Inteligência Competitiva (IC)
Podemos tirar diversas vantagens após a implementação desse modelo, como:
- Custos menores: o custo de acesso à informação e conhecimento tendem a diminuir uma vez que a Inteligência Competitiva já está sistematizada. Podendo ser implantada por tecnologias como Business Intelligence e outros.
- Ter uma gestão proativa ao invés de reativa: a empresa passa a se antecipar aos acontecimentos do mercado, por meio de análises de dados e de tendências.
- Aproveitar mais oportunidades: a Inteligência Competitiva proporciona em termos de informação estratégica com maior capacidade para aproveitar as oportunidades e evitar ameaças.
- Foco estratégico: A IC permite um controle e a busca das informações essenciais para a tomada de decisão correta.
- Visão ampliada dos gestores: com indicadores internos da empresa, o modelo de IC concede aos gestores uma visão global em relação aos negócios.
- Resultados esperados conforme estratégias: Uma vez definidos os objetivos da empresa, todos os processos são orientados às estratégias.
Como implementar a Inteligência Competitiva
Uma pesquisa da Revista Fortune revelou que menos de 10% das estratégias formuladas são efetivamente executadas. Na maioria das vezes, o insucesso é consequência de má execução, não da estratégia elaborada.
Além disso, estima-se que a maior parte dos gestores se dedicam às operações, ao invés do acompanhamento e elaboração das estratégias. Isso pode desfavorecer gravemente o alinhamento da metodologia da estratégia implementada no agronegócio, prejudicando os resultados finais.
Por isso, a Inteligência Competitiva deve promover um processo sistemático de transformação dos dados em informações e conhecimentos para então, com o olhar analítico dos gestores, indicar os objetivos e as necessidades do distribuidor.
Para aproveitar mais as oportunidades através da IC, o gestor deve utilizar indicadores de aproveitamento de mercado, como market share (potencial de mercado) e customer share (potencial de cliente). Além desses, indicadores como faturamento, vendas por produto e gestão de estoque são cruciais para se ter uma visão global da empresa.
Nos dias de hoje, uma exigência do mercado e da IC é a capacidade de ler dados, que pode ser feita por meio de informações fornecidas por sistemas especializados. Entenda qual a importância da alfabetização de dados para a sua empresa e como isso afeta na prática os seus resultados.
Com a quantidade de dados que vem crescendo exponencialmente nos últimos tempos, a transformação digital tem se tornado inevitável na maior parte das corporações, inclusive no segmento do agronegócio. Já citamos em outro artigo anteriormente como implementar a transformação digital nas empresas do agro e como isso traz inúmeras vantagens para a empresa.
Podemos concluir que para estar à frente de possíveis ameaças, concorrência, prever resultados e agir com foco nas tomadas de decisões assertivas, é necessário implementar tecnologias precisas que contribuem para os objetivos de uma empresa.
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As indústrias do agronegócio precisam ter uma visão global do seu negócio, projetar objetivos e mensurar os resultados em sua rede de distribuição. Dentre as diversas possibilidades de estratégias de marketing para aumentar a participação no mercado, o sell in e o sell out são as melhores para a indústria na atualidade. Entenda melhor um pouco mais sobre cada estratégia.
Entenda primeiro o que é Sell in e Sell out
O Sell in é o comércio feito entre empresas, ou seja, vendas realizadas pelos fabricantes aos distribuidores, ou PDV (Ponto de venda). Estes são intermediários que compram produtos, e por sua vez, repassam para o consumidor final.
Já o Sell out diz respeito à venda direta da rede de distribuidores de uma indústria para o cliente final. As vendas de sell out tem geralmente um ticket médio mais baixo, menor volume, as transações são mais rápidas e realizadas diretamente em lojas físicas ou virtuais. É um indicador útil para a indústria para saber como está o desempenho das vendas de seus produtos para o consumidor final.
As estratégias de logística, marketing e vendas precisam estar alinhadas para que o sell in seja eficiente e as mercadorias da indústria cheguem nos distribuidores de insumos e, por fim, seja adquirida pelos produtores agrícolas. Porém quem dita os resultados de fato é o sell out, se o produto não tiver procura por parte do cliente final, o distribuidor pode preferir outro fornecedor que tenha um produto semelhante e isso pode comprometer os resultados de participação de mercado daquela indústria.
Por que a gestão por Canais é importante?
A indústria precisa ter boa negociação com os distribuidores para garantir a execução de ações de impacto em sell out. Assim como os distribuidores de insumos agrícolas se adaptam à realidade de consumo dos diversos tipos de clientes, as indústrias do agronegócio devem fazer o mesmo por meio da diversificação da linha de produtos e das ações de trade marketing para manter a participação de prateleira (shelfshare).
Quando falamos de ações de trade marketing e promoções, devemos considerar não somente o Ponto de Venda (PDV) mas a aderência da marca ao público que ali frequenta. Medir essas informações pode ser uma dificuldade para algumas empresas, porém a tecnologia é um meio de melhorar a gestão dos canais e, principalmente, acompanhar o sell out.
Estratégias para aumentar vendas no sell out
Para melhorar o desempenho das vendas de seus produtos, a indústria precisa ter um bom relacionamento com o distribuidor agrícola (varejista), ter estratégias para aumentar as vendas no distribuidor e obter bons resultados. Confira algumas ações que podem ser adotadas:
1. Conhecer o perfil do distribuidor agrícola
Conhecer o cliente é fundamental para otimizar as estratégias. Analisar perfis e saber os hábitos de consumo ajudará a oferecer os melhores produtos de acordo com o mercado de cada distribuidor. Ter uma boa relação com o canal é fundamental para que os produtores rurais comprem, afinal os consumidores possuem uma relação mais próxima com o distribuidor e a forma como os produtos lhe são apresentados impactam diretamente na compra.
Pontos importantes para conhecer o perfil do distribuidor agrícola:
- Experiência com cliente;
- Planejamento de jornada do consumidor;
- Bom atendimento;
- Experiência de compra personalizadas fazem a diferença.
2. Tenha como foco no cliente final
As ações de marketing devem ser direcionadas para o produtor rural. É importante conhecer o cliente, mapear as necessidades, problemas e desejos. Conhecer as dores do cliente e ficar por dentro das tendências é fundamental para entender o comportamento do consumo e conseguir traçar as estratégias certas para atingi-lo. O ATV (Assistente Técnico de Vendas) pode realizar este mapeamento de necessidades através de estudos contínuos, pré-qualificando alguns clientes e gerando demandas com precisão para o representante técnico de vendas (RTV).
3. Performance Lado a Lado
Esse processo baseia-se em demonstrar a efetividade de dois produtos concorrentes em campo. O produto que desempenhar melhor tem mais chances de venda, por isso a importância do acompanhamento do agrônomo representante técnico de vendas (RTV), ele é responsável por garantir que esse produto está dando certo e que a aplicação está correta.
4. Tenha a tecnologia como aliada
Hoje em dia qualquer segmento do mercado precisa da tecnologia para ter sucesso nas vendas. Os sistemas de automação e integração são um exemplo de como a transformação digital tem ganhado mais espaço no mundo corporativo. O crescimento dos dados e informações pedem uma gestão adequada e com a ajuda da tecnologia para fazer uma gestão assertiva dos negócios.
Portanto, se o foco é aumentar as vendas do sell out, deve-se considerar possuir soluções tecnológicas para atingir estes objetivos, como a integração de dados da rede de distribuição através do através do EDI (Electronic Data Interchange), como o Conecta BRID.
Um serviço seguro que centraliza as informações com criptografia para que a indústria tenha uma visão individualizada da performance dos seus produtos nos canais de distribuição. Ter o auxílio da tecnologia permite que sua organização tenha:
- Otimização dos processos burocráticos;
- Automação da apuração de campanhas;
- Inteligência competitiva;
- Melhor relacionamento com a rede de distribuição.
Quer saber melhor sobre o Conecta BRID? Solicite uma demonstração gratuita.
Quais indicadores devem ser mensurados para melhorar o desempenho da revenda?
Sell Out – é um dos mais importantes indicadores para a indústria. Como já explicamos acima, é considerado uma métrica “indireta” por ser mensurada por intermédio do desempenho da distribuidora.
Shelf share (participação de prateleria) – outra métrica importante para mensurar se as estratégias estão sendo feitas corretamente é o shelf share. Esse indicador mostra a presença da marca em um ponto de venda. É uma informação que pode dizer muito sobre o desempenho do trabalho dos promotores e o posicionamento do produto em relação à concorrência.
Esses e muitos outros indicadores podem ser automatizados através de um sistema de Business Intelligence (BI), o Agroview, que centraliza todas as informações que você precisa para fazer a gestão do seu agronegócio de forma mais prática, rápida e segura.
Como mensurar esses indicadores e melhorar a performance de vendas?
As estratégias precisam ser focadas para alavancar o consumo e vendas, tanto no sell in quanto no sell out. A tecnologia, por meio dos aplicativos e sistemas de software, é crucial para atingir os resultados e objetivos do negócio. A indústria precisa criar novas formas de venda e promoção para incentivar consumidores a adquirirem os seus produtos.
As campanhas de incentivo são essenciais para o agronegócio; entenda como a tecnologia contribui para o sucesso desse tipo de campanha.
Como podemos ver, em todos os casos, a tecnologia se mostra fundamental para monitorar os processos e avaliar os resultados. E para isso, uma solução tecnológica desenvolvida para o agronegócio é a melhor opção para acompanhar os resultados de sell in e sell out de uma indústria.


O fluxo de caixa de uma empresa de revendedora de produtos do agronegócio é um indicador da saúde financeira, pois representa a capacidade que a corporação tem para gerar dinheiro e cumprir suas obrigações, por exemplo, pagamento de empregados, fornecedores e garantir a continuidade das operações.
Ao conseguir equilibrar o fluxo de caixa, uma empresa pode atender às suas necessidades comerciais diárias e evitar o endividamento. Para ajudar nisso, nada melhor do que ter a tecnologia como aliada.
Nesse post, nossa missão é ajudar você a entender como o Business Intelligence é uma ferramenta essencial para a saúde financeira da empresa. Vamos?
Acredite, Business Intelligence é a melhor solução para um fluxo de caixa equilibrado!
De acordo com Zack Jourdan, Business Intelligence (BI) pode ser definido como os processos de análise de informação dentro de uma empresa, com o intuito de melhorar os processos de tomada de decisão e criação de vantagens competitivas.
Para isso, um sistema BI capta dados e transforma-os em informações que são apresentadas em gráficos e relatórios, por exemplo, contas a pagar, contas a receber, orçamento, balanço, inadimplência e contábil.
Os relatórios fornecidos pelo BI para gestão do financeiro e da contabilidade são fáceis de usar e permitem que os usuários criem painéis e relatórios que apresentam uma perspectiva geral dos detalhes financeiros da empresa, possibilitando a identificação de áreas problemáticas e tendências de dados que ficavam invisíveis aos olhos humanos.
Os insights de BI orientam e também auxiliam o gestor a manter um negócio mais eficiente, identificando rapidamente os problemas de desempenho e possibilitando o uso de dados para tomar decisões financeiras mais assertivas.
Vantagens de usar o BI para fazer a gestão financeira da sua empresa
Quem trabalha na gestão sabe que não há tempo a perder, certo?
Como você já deve ter percebido, a principal vantagem competitiva do Business Intelligence específico para a gestão financeira é a visão geral sobre os dados, certo? E agora você deve estar se perguntando: o que mais? Ou como um BI financeiro e contábil funciona na prática?
É o que veremos a partir de agora: exemplos de alguns indicadores que podem facilitar a sua gestão financeira no dia a dia.
Ter uma visão baseada em dados, não em suposições
Sem dúvidas, vivemos em uma época onde os dados estão em posição central quando falamos em estratégias de negócios e tomadas de decisões.
Ao implementar um sistema de BI no setor financeiro, é possível obter mais controle e compreensão dos dados que fluem pela empresa e isso é essencial para fugir de suposições na tomada de decisões. A partir da implementação do BI, esqueça possíveis deduções e isso acontece porque o sistema simplesmente fornece as informações que você precisa.
Analisar e controlar as despesas e recebimentos
No financeiro, tudo é uma questão de equilibrar o que entra e o que sai, certo? O problema é que entre um e outro, há uma infinidade de situações inusitadas e na prática, isso não é tão simples assim.
Um sistema de business intelligence voltado para o financeiro prepara os gerentes com relatórios e gráficos visualmente intuitivos, precisos e fáceis de usar, dando uma visão geral sobre as contas a pagar e receber, assim como os prazos para elas.
As informações são geradas automaticamente e o gestor escolhe como prefere visualizar a frequência, se é diária, semanal, trimestral, mensal ou anual. A partir dos relatórios gerados, os gestores podem avaliar se há escassez ou superávit de caixa e terão tempo para tomar algumas medidas, por exemplo, investir no crescimento da empresa se houver caixa livre.
Fazer a previsão de balanços
As empresas que trabalham com revenda no agronegócio que costumam fazer o balanço mensal através de planilhas de excel, necessitam aguardar até o final do mês para fazer o fechamento, afinal, é um processo que demanda tempo para a execução.
De modo geral, nessas empresas revendedoras, a contabilidade fiscal ou tradicional é feita pelo ERP e ele entrega os relatórios estáticos, em PDF ou Excel.
Porém, algumas dessas empresas optam por aprimorar a área financeira com ferramentas que permitem uma contabilidade gerencial. Em outras palavras, elas preferem administrar o financeiro por centro de custos e por centro de resultados, assim podem acompanhar melhor os resultados por filial e por consultor, pois consideram que o mesmo indicador pode apresentar diferentes cenários.
Quer um exemplo de como isso funciona na prática?
Com o BI, o gestor pode usar esse indicador específico e analisá-lo de forma vertical e horizontal, assim ele usa essas informações para entender melhor a situação.
Outra opção interessante para o setor de revenda no agronegócio é a realização de diagnósticos comparativos entre as lojas, consultores e segmento de produtos. Desse modo, é possível deixar tudo detalhado e pronto para as reuniões gerenciais.
Controlar a inadimplência dos clientes
A falta de pagamento ou atraso no pagamento por parte dos clientes pode provocar apuros financeiros na empresa. Sem contar o trabalho extra para verificar as contas em atraso.
O cliente não pagou? Isso já aconteceu outras vezes? Quantas?
Perguntas assim costumam resultar na necessidade de elaboração de planilhas e mais planilhas de controle.
Com o BI, nada disso acontece.
A implementação de soluções de BI permite ao gestor acessar facilmente os detalhes dos devedores: quem são, quanto devem e por quanto tempo os pagamentos estão atrasados.
Prever o futuro e avaliar os riscos
O Business Intelligence aplicado ao financeiro oferece uma vantagem que nenhum outro método de análise de dados pode garantir: prever o futuro! Mas calma, não há nada de sobrenatural aqui.
Essa previsibilidade nos dados é possível a partir de uma combinação de indicadores que fornecem informações fundamentadas sobre os dados passados e atuais, o que simplifica possíveis análises para o futuro, mas tudo através de dados precisos.
Assim, é possível produzir um roteiro sobre o que esperar para que seja possível se preparar adequadamente e agir de acordo.
Esse recurso é fundamental para a elaboração de um orçamento de planejamento financeiro adequado e baseado em projeções futuras.
Quer um exemplo? Ao gerir o estoque de uma filial, o gestor da revenda pode identificar num relatório que há um gasto excessivo com determinado produto e outro com estoque consideravelmente empacado. Ao perceber isso, é possível assumir o controle da situação e evitar maiores danos.
O módulo Financeiro do Agroview: feito para o revendedor do agronegócio e feito para a sustentabilidade da sua empresa.
Na BRID, você encontra um sistema de gestão financeira desenvolvido para sua empresa planejar melhor as estratégias para o futuro e administrar o presente.
Nosso software de BI permite acessar dados com facilidade, oferecemos um jeito prático e automatizado para gerenciar as informações das planilhas da controladoria, da contabilidade e das finanças, acompanhar todos os indicadores financeiros da empresa e automatizar os processos.
Um sistema desenvolvido para centralizar tudo em um só lugar, reduzindo erros e refações.
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